sábado, 18 de junho de 2011

Brasil, um país desenvolvido?

Esta semana estive assistindo ao JN, o qual está mostrando uma série de reportagens sobre os Estados Unidos e algumas delas nos chamam bastante atenção.

Uma delas mostra o investimento dos americanos para aumentar o conhecimento sobre o Brasil, os quais estão investindo em faculdades voltadas para o conhecimento do nosso idioma, bem como, as nossas culturas e "tradições". Olha só como pensam os americanos? Estão muito à frente, não só estudando o português, mas principalmente o mandarim, que é a língua falada na China, eles estão visualizando oportunidades de negócios e lucros futuros e falam abertamente e sem pudor que esse é o intuito, enquanto nós emergentes temos vergonha desse tipo de coisa, de ser ricos e ser um país de vanguarda.

Um determinado estudante americano da Universidade de Pittsburgh na Pensilvânia relatou em portugês, muito bem falado, que o Brasil já tinha deixado de ser um país emergente e que o Brasil se tornara um país muito importante para multinacionais e para a economia global.

Temos visto ultimamente, um crescimento econômico acelerado e que o poder de compra, bem como, a distribuição de renda no país tem tido um determinado avanço, mas até onde isso nos tem trazido reais benefícios?

Eu diria que somos um país emergente sim e que temos muita estrada para rodar (ops, construir) e que temos muito que aprender com os países ditos ricos ou desenvolvidos.

Nossa educação está aos pedaços, dificilmente iremos atingir um patamar de país desenvolvido, caso o governo não inicie uma revolução na educação brasileira o quanto antes, é impossível para um país ser chamado de desenvolvido, com estudantes recebendo uma instrução tão pífia e ultrapassada nas escolas públicas em todo o país. E já que temos educação pública e privada, não existe a mínima chance de nos tornarmos um país desenvolvido com uma diferença homérica entre a escola pública e a privada.

Temos exemplos no mundo inteiro de países que investiram seriamente na educação do seu povo e cerca de 30 ou 40 anos depois estão tirando proveito de tal investimento, e não precisamos ir muito longe, temos um exemplo bem perto de nós, no Chile as crianças estudam em tempo integral, como também na Coréia do Sul, Singapura, Malásia e muitos outros, gostaria realmente de saber se o Brasil vai ficar deitado eternamente em berço esplêndido, acreditando que com o nosso falho sistema educacional iremos sair da condição de emergente.

Um país desenvolvido não se mede somente pelo seu PIB (Produto interno bruto) e pelo crescimento econômico, existem muitos outros fatores, inclusive aqueles que não estão nos quesitos da ONU para medir o IDH (Índice de desenvolvimeno humano), precisamos ter a mentalidade de um país desenvolvido, pensar como país desenvolvido, antes mesmo de sermos considerados país de primeiro mundo.

Desenvolvimento na saúde, tecnologia, esporte, infra-estrutura, justiça e segurança pública e até mesmo a sociedade precisa acompanhar esse crescimento.

Estradas esburacadas e inseguras, postos de saúde com filas enormes e profissionais da saúde em todas as esferas, embolsando dinheiro público sem trabalhar, corrupção e mais corrupção, é triste ver tudo isso acontecendo e ver os brasileiros aceitando com tamanha naturalidade.

Brasil, precisamos acordar, e nos indignar com o motorista que ultrapassa pelo acostamento, que invade o sinal, que estaciona em fila dupla, precisamos nos indignar e não só isso, tentar fazer diferente do motoqueiro que fica costurando no trânsito e além de se achar cheio de razão, acredita seriamente estar fazendo algo absolutamente normal, precisamos fazer diferente do sujeito que joga lixo no chão e urina nas ruas, aliás, isso também deveria ser um índice usado pela ONU para medir o IDH, se você for em países como Suécia ou Noruega eles não vão acreditar que um ser humano seja capaz de fazer isso.

Falta muito ainda para sermos um país de primeiro mundo, mas já somos mais de 190 milhões de consultores finaceiros, de tanto o governo só se preocupar com a política econômica.

Tá na hora de começar a se mexer Brasil.













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